A farsa do desenvolvimento sustentável – o malthusianismo moderno

O desenvolvimento sustentável é uma falácia. Ninguém sabe dizer o que, de fato, significa, na prática, “desenvolvimento sustentável”, ou “crescimento sustentável”. Nenhum cientista, nenhum político, sabe como implementar o “desenvolvimento sustentável” numa sociedade. Sim, porque, na realidade, o que todo mundo sabe, mas não sabe como traduzir isso em termos viáveis, é que, no fundo, no fundo, “crescimento sustentável” quer dizer “crescimento zero” e eliminação dos “excessos” populacionais – o que, comumente costuma ser chamado de “controle populacional”, “controle da natalidade”, ou “planejamento familiar”.

Como explicar isso para a sociedade? Pior: como justificar isso para o mundo? Como justificar que o mundo tem que parar de crescer socialmente, economicamente, tecnologicamente etc, com, inclusive, cortes populacionais? Todo mundo fala em “desenvolvimento sustentável”, porque é politicamente correto falar disso hoje em dia, mas pouca gente sabe o que é. E quem sabe, só sabe na teoria. Neste post apresentamos os principais divulgadores da teoria malthusiana na atualidade e suas premissas absurdas e totalitárias, texto baseado em extratos do livro «A Máfia Verde – O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial», da Capax Dei Editora/Movimento Solidariedade Íbero-americana. Os subtítulos foram acrescentados por mim para facilitar a leitura.

 


A farsa do desenvolvimento sustentável – o malthusianismo moderno

Preliminares

♦ Em 1968, Zbiginiew Brzezinski (foto acima) publicou o livro «The Technetronic Age» («A Era Tecnetrônica»), no qual argumentava que a “Nova Era” (Era de Aquário) lançará as bases para uma ditadura benevolente por parte de uma elite “globalizada”. A sociedade – afirma ele – caracterizar-se-á por uma “revolução da informação”, pela cibernética, e pela substituição da “orientação para as conquistas” (ou seja, um sentido de propósito para a sociedade), por um “enfoque de entretenimento”, baseado em “espetáculos” (esportes de massa e televisão) que forneçam um narcótico para as massas crescentemente sem propósito… Novas formas de controle social podem ser necessárias para limitar o exercício indiscriminado, pelo indivíduo, de suas novas capacidades.

♦ Declarações de Zbiginiew Brzezinski de que «…existe já difundido o consenso de que é desejável um planejamento funcional como o único meio de se enfrentar as diversas ameaças ecológicas…» foram enfatizadas no livro «The Chasm Ahead» («O Abismo à Frente») escrito por Aurelio Peccei (industrial italiano que foi presidente do principal think-tank da OTAN, o Comitê Econômico do Instituto Atlântico). Peccei logo depois iria criar o Clube De Roma, em 1968. Segundo Peccei, a “Nova Era” está entre nós, portanto isso requererá mudanças dramáticas na maneira como o homem governa a si próprio, bem como a sua relação com a Natureza. O que se necessita é uma nova forma de “gerenciamento de crises” e planejamento.

♦ Em outro livro, «The Human Quality» («A Qualidade Humana»), Peccei repete os argumentos do Príncipe Philip – fundador do WWF – World Wilde Fund For Nature – ao afirmar que… «…o homem tem uma opinião muito elevada sobre si mesmo – e que o homem é parte da Natureza e é apenas um animal que, por sua arrogância, coloca a Natureza em perigo, e portanto, deve aceitar a sua subserviência em relação à Natureza».

♦ Mais tarde, em «Cem Páginas Para o Futuro», Peccei dirá:

«Será que foi então um impulso de criatividade, ou um momento de desvario que a Natureza produziu sua última grande espécie, que chamamos homo sapiens? Será ele a sua obra-prima, ou, pelo contrário, um refugo que escapou às triagens da seleção imediata e que foi, provisoriamente, admitido no turbilhão da vida? E acabará esta por eliminá-lo, se ele for de encontro a muitas outras espécies, ou se enfraquecer biologicamente? São questões que se tornam cada vez mais controvertidas.»


O que pensava a União Soviética

A adesão soviética à “Agenda Verde Global” foi explicitada pelo então chanceler Eduard Shevardnadze, em discurso na ONU (27/09/1998):

«Confrontadas com a ameaça de uma catástrofe ambiental, as linhas divisórias do mundo ideológico bipolar estão se desvanecendo. A biosfera não reconhece divisões em blocos, alianças ou sistemas [...] ninguém está em posição de edificar a sua própria linha de defesa ambiental independente e isolada.»

Em seguida, o chanceler soviético denominava o que considerava…

“…os nossos aliados” na batalha para conter o “apocalipse ambiental”. Entre eles, alinham-se «…o crescente movimento mundial Greenpeace [...] cientistas ambientais e políticos, crescentemente convertidos em ambientalistas [...] o que ficou evidente no crescente apelo formulado pelo movimento pugwash [...] o relatório «Nosso Futuro Comum», preparado pela Comissão Brundtland [...] e a experiência que atesta a possibilidade de remover crescimentos corrosivos do corpo da Terra.»


O Clube de Roma e os “limites do crescimento”

O Clube de Roma, criado em 1968, presidido por Aurelio Peccei (até sua morte, em 1984), resultou diretamente de deliberações das conferências da OTAN – Organização do Tratado do Atlântico Norte, e da OCDE – Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico. Outro de seus fundadores foi o Dr. Alexander King, o principal responsável pela elaboração das “reformas educacionais” na OCDE. Sintomaticamente, a reunião de fundação do Clube de Roma foi realizada na propriedade da família Rockefeller, em Bellagio, Itália.

Desde a sua fundação, o Clube de Roma tem atuado, ativamente, como principal centro de difusão da ideologia malthusiana do “crescimento zero”. Em 1972, o Clube publicou seu primeiro relatório, o célebre «Limites do Crescimento», que pretendia demonstrar a impossibilidade de um crescimento econômico permanente devido à «escassez de recursos», e que «os limites de crescimento neste planeta serão alcançados em algum dia dentro dos próximos 100 anos, cujo resultado provável será um declínio súbito e incontrolável, tanto da população como da capacidade industrial». Tal conclusão foi obtida, entre outros artifícios, com a fraude malthusiana de considerar a base tecnológica fixa. Posteriormente, o truque foi admitido pelo próprio Peccei, sob o argumento de que as nações industriais do Ocidente necessitavam de um «tratamento de choque» – que era o objetivo do estudo.


O surgimento do Clube de Roma

Alexander King fala sobre as articulações e as “reformas educacionais” e a fundação do Clube de Roma: «O Clube de Roma se originou de um sentimento de que o crescimento pelo crescimento não era uma boa coisa… a questão da inquietação educacional, a questão da necessidade de profundas reformas educacionais para tornar a juventude mais sintonizada com o que estava acontecendo, muito mais sintonizada com a realidade da Sociedade. As discussões levantaram a questão da destruição ambiental, a questão da alienação do indivíduo, a rejeição da autoridade e outros temas do gênero. Tudo isso surgiu ao mesmo tempo. (…) Na verdade, o Clube de Roma nasceu dentro do OCDE, em torno dessas preocupações». E continuando King: «A Fundação Ford nos ajudou muito na OCDE, assim como a Royal Dutch Shell… O início do Clube de Roma foi aí.»


A grande inimiga: a Humanidade!

Em entrevista (1980), o então secretário-geral do Clube de Roma, Maurice Guernier, declara que, quanto aos problemas com a aceitação de suas idéias,…

«…o grande problema é o lider nacional de um país, pois, por definição, um chefe-de-estado é altamente nacionalista (…) Mas o nosso problema ainda é um problema de poder. A nossa chave para o poder é o movimento ecologista, os partidos ambientalistas. O Clube de Roma começou esses partidos. (…) O movimento ecológico transcende fronteiras, porque englobam tanto a esquerda como a direita (…) As pessoas não acreditam nos políticos, mas elas acreditam nos ambientalistas. (…) e então os chefes-de-estado também terão que mudar as suas idéias.»

Em 1991, Alexander King e Bertrand Schneider (então secretário-geral do Clube de Roma), declaram em «A Primeira Revolução Global» que: «Na busca de um novo inimigo para unir-nos, chegamos à idéia de que a poluição, a ameaça do aquecimento global, a escassez de água, a fome, e coisas do gênero, preenchiam esse papel… Todos esses perigos são causados pela intervenção humana… O inimigo real, então, é a própria Humanidade.» Assim pensam os chamados zerocrescimentistas.


Documentos, conferências e outras entidades ambientalistas e malthusianas

A difusão da ideologia ambientalista na Europa foi amplamente financiada pela Shell, dirigida a partir da Sociedade Européia de Cultura de Amsterdan, criação de Julian Huxley. A Sociedade organizou o “Projeto Europa-2000”, de cujas recomendações foi estabelecido, no início dos anos 1970, o Instituto para a Política Européia de Meio Ambiente. Este, juntamente com o IIED – Instituto Internacional para o Meio Ambiente e organizações coligadas dos USA, como o Instituto Aspen e as fundações Ford e Rockefeller, têm sido as mais ativas instituições envolvidas na elaboração da “agenda verde global”. Esse esforço foi a contrapartida européia para a realização da Conferência de Estocolmo, em junho/1972.

Além da Conferência de Estocolmo, também foram divulgados em 1972, três famosos manifestos ambientalistas: o relatório «Blueprint For Survival» («Roteiro Para a Sobrevivência») – editado pela revista inglesa The Ecologist (dirigida por Edward Goldsmith e patrocinada por seu irmão sir James Goldsmith e por lord Victor Rothschild; a «Carta Mansholt» – redigida pelo então secretário da Comissão da Comunidade Européia, o francês Sicco Mansholt (protegido de lord Rothschild); e o relatório do Clube de Roma, «Limites do Crescimento». Os 3 documentos batem na mesma tecla: a impossibilidade de expansão contínua da sociedade industrial e da população do planeta.


Uma “Agenda Inacabada”

«The Unfinished Agenda» («A Agenda Inacabada») – documento de 1977, patrocinado pelo Rockefeller Brothers Fund (Fundo dos Irmãos Rockefeller) – recomendava uma série de medidas que representavam uma degradação deliberada dos setores intensivos em tecnologia da economia dos EUA, com a conseqüente imposição de um regime de “crescimento zero”, coerente com as sugestões explícitas dos relatórios do Clube de Roma. Entre outras recomendações, a «Agenda Inacabada» sugeria:

⇒ estabelecer a redução populacional como meta nacional;

⇒ promover uma política de esterilização feminina nos países do Terceiro Mundo;

⇒ imposição de fortes restrições à imigração para os EUA, especialmente a proveniente de países pobres;

⇒ vincular a ajuda alimentícia aos países pobres a metas de redução das taxas de natalidade;

⇒ reduzir a intensidade energética da agricultura estadunidense;

⇒ eliminar a utilização de fertilizantes e pesticidas na agricultura;

⇒ eliminar a fissão nuclear como fonte energética; e

⇒ fomentar o uso de fontes energéticas de pequena escala. Na conclusão é abertamente admitido que o objetivo do projeto do movimento ambientalista não é resolver o problema de recursos escassos, mas promover uma mudança de valores na Sociedade, afastando-a do compromisso com o progresso: «Aqueles que vivem no ambiente comum do planeta estão agora experimentando a transição da abundância para a escassez. Os desafios imediatamente à frente não são os limites físicos ao crescimento, mas o desafio de uma grande transformação nos valores humanos.»


O «Memorando NSSM-200»

Em paralelo, o governo dos EUA, sob a orientação de Henry Kissinger (caricatura ao lado), o Conselho de Segurança Nacional trabalhava no que viria a ser o famigerado documento «National Security Study Memorandum 200», mais conhecido como «NSSM-200», intitulado: «Implicações do Crescimento Populacional Mundial para a Segurança e os Interesses Externos dos EUA». O tema central do estudo era o impacto do crescimento demográfico dos países em desenvolvimento sobre a utilização de recursos naturais de interesse para a economia dos EUA. Como recomendação, o estudo sugere a adoção de uma política de contenção do crescimento demográfico em 13 países-chave – entre eles o Brasil (os demais eram: Bangladesh, Colômbia, Egito, Etiópia, Filipinas, Índia, Indonésia, México, Nigéria, Paquistão, Tailândia e Turquia) – o que foi efetivado com o apoio de agências oficiais, como a USAID – Agência para o Desenvolvimento Internacional, e “entidades privadas”, Como a IPPF – Federação Internacional de Paternidade Planejada, controlada pela família Rockefeller. O «NSSM-200» foi o primeiro passo do governo estadunidense para “oficializar” o malthusianismo como política.


O «Relatório Global 2000»

O «Relatório Global 2000» – elaborado no governo Carter, coordenado por Geraldo O. Barney, foi publicado no início de 1980. A principal recomendação do relatório se referia ao papel de liderança que os EUA deveriam assumir no processo de conduzir o mundo ao pesadelo malthusiano idealizado pelo Establishment oligárquico:

«As mudanças necessárias vão muito além da capacidade e responsabilidade desta ou de qualquer outra nação individual. É essencial uma era de cooperação e compromissos sem precedentes. Porém, há oportunidades – e fortes motivos – para que os EUA proporcionem a liderança entre as nações. Para esta nação, deve ser uma alta prioridade uma profunda avaliação das suas políticas externas e domésticas referentes aos assuntos de população, recursos e meio ambiente. Possuindo a maior economia do mundo, os EUA podem esperar que suas políticas tenham uma significativa influência nas tendências globais… Cooperação adicional entre as nações é também necessária para reforçar os mecanismos internacionais para a proteção e utilização das “áreas comuns globais” – os oceanos e a atmosfera.»

A despeito dos esforços que resultaram na confecção do relatório «Global 2000», o advento do governo de Ronald Reagan, em 1981, representou um momentâneo obstáculo para os planos oligárquicos de colocar os EUA na liderança da agenda ambientalista global.


Primeiras reações brasileiras

No início da década de 1970, o Brasil começou a firmar no cenário mundial uma posição de liderança contra a crescente introdução do malthusianismo na política internacional. Na época, formou-se no país uma ativa corrente anti-malthusiana, encabeçada, entre outros, pelo cientista Josué de Castro e pelos diplomatas Miguel Osório de Almeida e João Augusto de Araújo Castro. Ao primeiro, deve-se a formulação do conceito, amplamente difundido entre os países em desenvolvimento, de que «a pior poluição é a miséria». Por sua vez, os dois últimos desenvolveram grandes esforços, especialmente no âmbito da ONU, para contra-arrestar as políticas anti-desenvolvimentistas do establishment oligárquico. Em particular, Araújo Castro, com grande clarividência, cunhou a expressão «congelamento do poder mundial» para expressar a sua visão das intenções dos países desenvolvidos em manter os demais países em um estágio inferior de desenvolvimento.

Araújo Castro toca o ponto crucial: «Existem,entretanto, fatores que começam a firmar-se dentro desse mesmo processo de congelamento do poder mundial. Referimo-nos, especificamente, a tendências que se manifestam no tratamento dos problemas de preservação do meio humano (environment). Afirma-se que a chamada “population bomb” poderá vir a ser mais fatal e mais nefanda do que a própria bomba nuclear, e pronuncia-se uma tendência para tratar o problema em bases uniformemente universais [...] em outras palavras: tenta-se convencer o grave problema do subdesenvolvimento em um mero problema de estabilização, com o esquecimento do fato de que se fôssemos estabilizar muitos países no nível econômico atual, procederíamos a uma estabilização em nível extremamente baixo.»


Prossegue Araújo Castro

«…tende-se a colocar uma tônica demasiado forte nos perigos da rápida industrialização. Acentuam-se os perigos da poluição, certamente graves para os países altamente industrializados, quando a maior parcela do planeta ainda vive num estágio de pré-contaminação. Duas terças partes da Humanidade estão muito mais ameaçadas pela fome e pela penúria do que pelos males da poluição.»

Araújo Castro também criticou a maneira como o conceito de “interdependência” começava a ser introduzido nos assuntos internacionais:

«A fim de propiciar um melhor ordenamento internacional nestas questões de não-proliferação nuclear, controle populacional, preservação do meio ambiente e restrições à livre e desimpedida exploração dos recursos naturais, as grandes potências, que não fazem a menor concessão de caráter político, nos grandes temas da paz e da segurança internacional, parecem agora favorecer um conceito de interdependência, que implicaria em sensível atenuação do conceito e da política da soberania nacional [...] O que, entretanto, sustentamos, é que a interdependência pressupõe a independência, a emancipação econômica e a igualdade sobreana dos Estados como condição prévia e indispensável [...] Primeiro sejamos independentes. Depois sejamos – e o mais rapidamente possível – interdependentes.»


Opiniões de outros brasileiros

Conceitos semelhantes foram expostos pelo embaixador Miguel Ozório de Almeida, que representou o Brasil na Conferência Mundial Sobre População, em Bucareste, em agosto/1974. Segundo ele, «O Brasil não admite a ingerência externa em regiões como a Amazônia, apresentada ao mundo como o “pulmão” necessário para compensar a poluição e a devastação de outras áreas. A posição nacional é a de que a pior poluição é a pobreza. O Brasil não aceitará qualquer tipo de interferência estrangeira e olhará com desconfiança certos documentos internacionais como um recente da ONU, onde assinala: «Não se deve continuar a tolerar irresponsabilidades sob o manto da soberania.»

Josué de Castro, médico de Pernambuco que chegou a ocupar a presidência do FAO – Conselho da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, e cujos estudos sobre a fome foram divulgados em mais de 25 idiomas, foi um incansável combatente do malthusianismo. Para ele, «o subdesenvolvimento é produto da má utilização dos recursos naturais e humanos… Só através de uma estratégia global de desenvolvimento, capaz de mobilizar todos os fatores de produção no interesse da coletividade, poderão ser eliminados o subdesenvolvimento e a fome da supefície da Terra. A solução não está, pois, em diminuir drasticamente os efetivos humanos do nosso planeta, como prescrevem os neo-malthusianos, mas em habilitar esses efetivos a utilizar racionalmente os recursos potenciais que a Natureza põe à sua disposição e que o conhecimento científico permite aproveitar em escala infinitamente mais elevada do que a alcançada em nossos dias.»


O erro básico do malthusianismo

A maciça promoção de idéias malthusianas nas duas últimas décadas, por parte do Clube de Roma e outros patrocinadores do movimento ambientalista, implantou nas mentes da maioria das pessoas uma noção completamente falsa da relação entre população e desenvolvimento econômico. Ao contrário da crença popular, não é a “superpopulação” que está impedindo o desenvolvimento econômico, mas a falta de população suficiente na África, América do Norte e do Sul, Austália e até mesmo a própria Eurásia! De fato, uma rápida olhada na distribuição mundial da densidade de população demonstra que a maior parte da superfície terrestre é muito pobremente habitada.

Deixando de lado, no momento, o papel do clima, dos recursos minerais etc, há uma razão muito simples pela qual uma baixa densidade populacional constitui um fator econômico negativo. [...] Tomemos uma unidade populacional (1 milhão de pessoas, p. ex.) e comparemos os custos médios estimados por pessoa e por domicílio para fornecer serviços de infra-estrutura, em dois casos hipotéticos:

→ a população se concentra  em poucas e bem definidas cidades; ou

→ a população se distribui, uniformemente, por uma grande área rural. Quando fazemos a comparação, imediatamente compreendemos porque as cidades são uma das maiores invenções da humanidade. A eficiência econômica vastamente superior das cidades se liga mais obviamente a três fatores:

⇒ o mais óbvio é a drástica redução das distâncias nas quais as pessoas, bens e serviços, devem ser transportados e distribuídos;

⇒ o uso mais intenso e eficiente de todo o tipo de instalações, de estradas e outros sistemas de transporte; e

⇒ condições favoráveis inigualáveis que os centros urbanos possibilitam ao desenvolvimento e uso da tecnologia (como a revolução da eletricidade, em finais do século 19 – que começou nas cidades).

Capax Dei Editora

Os livros a ler são: «A Máfia Verde – O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial»; «A Máfia Verde II – Ambientalismo – Novo Colonialismo» – ambos escritos pelos editores da Capax Dei Editora Ltda.; e «Uma Demão de Verde», de Elaine Dewar (também da Capax Dei Editora Ltda., RJ).

Para saber mais sobre o tema, visitar os sites da MSIa/Capax Dei:

http://www.alerta.inf.br/ e http://www.msia.org.br/

Imagens: aftermathnews.wordpress.com; firedoglake.com

Comentários

5 Comentários em “A farsa do desenvolvimento sustentável – o malthusianismo moderno”
  1. Então o “desenvolvimento sustentável” é uma falácia?
    Devemos nos preocupar somente em educar a população, gerar trabalho, renda e emprego… muito bem!
    É certo que não é mais aceitável que em um mundo tão desenvolvido existam milhões de pessoas vivendo na miséria.
    No entanto, a sociedade deve rever seus conceitos acerca do consumismo exagerado e da exploração predatória dos recursos naturais.
    Do contrário, depois de nos desenvolvermos e tirarmos essas milhões de pessoas da fome e da miséria, de onde tiraremos recursos para suprir a demanda por alimentos, energia, produtos e serviços em geral?
    A resposta: desenvolvendo tecnologias cada vez mais eficientes, manejando os recursos naturais de forma consciente, não predatória e mais lucrativa (que coisa! é possível fazer isso… como não pensaram nisso antes!), fazer mais com menos, reduzindo os desperdícios, enfim, se desenvolvendo de forma sustentável!
    Abra sua mente, reformule suas ideias… a realidade está aí fora pra quem quer enxergar, pois já dizia o ditado… “o maior cego…” (eu sei que você sabe o resto)

    • Husc disse:

      Guilherme:
      Sim, o “desenvolvimento sustentável” á uma falácia. Apenas um recurso de marketing para fazer com que as empresas sejam mais bem vistas pelo público – principalmente as que, notoriamente, utilizam/exploram recursos naturais, como p.ex., a Vale.
      A teoria “sustentável” é oriunda de países industrializados, voltada, principalmente, para os países do Terceiro Mundo, a fim de que, estes, consumam a menor quantidade possível de recursos naturais – já que eles, os países industrializados, para chegar ao seu atual estágio de desenvolvimento e de conforto, nada fizeram de sustentável e já consumiram, para isso, a maior partre de seus recursos naturais próprios e, assim, querem que nós “economizemos” os nossos recursos a fim de “poupá-los” para as “gerações futuras”, ou seja, para eles…
      Não há como preservar os recursos naturais eternamente. Por mais que economizemos tais recursos (através da reciclagem, da utilização de energias renováveis etc etc), sempre haverá consumo de recursos naturais. Na Natureza nada se cria, tudo se transforma…
      Desse modo, um dia, os recursos naturais do planeta acabarão, realmente. Por outro lado, economizar hoje – com flagrantes sacrifícios – para as gerações futuras é algo muito intangível. Necessitarão as gerações futuras dos recursos naturais da forma como os vemos hoje ou como fazemos hoje? Estará a tecnologia limitada aos avanços atuais? Estarão, as gerações futuras, limitadas apenas aos recursos naturais existentes aqui na Terra? E, por último: existirão gerações futuras?
      Tudo isso é muito discutível. Tudo muito incerto.
      Saudações.
      Husc

  2. rogerio ferreira disse:

    A única coisa que não queremos acabar é com a fome.
    Quem iria lavar as privadas, não é mesmo?
    E descontando os excessos e a pouca experiência, a geração de 68 tentou enfrentar o assunto. Mas souberam dar um jeitinho e tirá-los do páreo. Hoje o alternativo é business nas prateleiras.
    Se quiséssemos seríamos sustentáveis sim. Mas isso não interessa aos nossos modelos…
    O Deus da hipocrisisa não passa de um galo cego!

    • husc disse:

      Sr. Rogerio:
      Obrigado pelo contato.
      Hipocrisia é sustentar o insustentável. Ningém sabe o que é “desenvolvimento sustentável” – ou como, de forma prática, real, fazer isso. No entanto todo mundo fala disso, mas só na intenção, não em atos efetivos. No barato, desenvolvimento sustentável quer dizer, apenas, desenvolvimento zero.
      Para haver desenvolvimento – qualquer que seja ele – há que haver, antes, maior e melhor educação e projetos sociais para acabar com a miséria.
      Ninguém faz desenvolvimento “sustentável” passando fome. E a ignorância nem permite que se pense nisso.
      Vida longa, prosperidade e sabedoria.
      Hasta siempre.
      Husc

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