Greenpeace

Este post é matéria apresentada no livro «A Máfia Verde – O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial », da Editora Capax Dei Ltda. Este texto será, paulatinamente, aumentado, tão logo mais informações estejam disponíveis, principalmente decorrentes do segundo volume do “Máfia Verde” (que está em compilação), e de outras fontes.


O Greenpeace

Talvez a mais conhecida ONG ambientalista do mundo, a criação do Greenpeace foi um dos mais bem sucedidos projetos do Clube das Ilhas na configuração do movimento ambientalista, o qual foi executado por inter­médio do WWF e de alguns veteranos dos serviços de inteligência britânicos.

Sua fundação remonta a 1969, em Vancouver, Canadá, com o nome Comitê Não Faça Ondas (Don’t Make a Wave Committee), cujo objetivo era protestar contra testes nucleares estadunidenses (Vancouver é um notório “asilo para aposentados” de ex-funcionários da inteligência britânica e centro de opera­ções desses serviços, visando os EUA e outras nações da bacia do Pacífico).

Os primeiros membros da organização foram recrutados entre membros do Sierra Club canadense, do grupo terrorista estadunidense Weathermen, da Frente de Libertação de Vancouver e de grupos locais hippies, maoístas e trotskistas. Outro grupo relevante nesta fase foi o Quakers Cana­denses Pela Paz, liderado por Irving Stowe e financiados pelo Fundo Cadbury. A família Cadbury, que integra a cúpula da oligarquia britânica, ocupa pos­tos de destaque no WWF, sendo Peter Cadbury, presidente do Fundo Cadbury na época, igualmente membro do Clube 1001. Por sua vez, Christopher Cadbury integra o conselho executivo do WWF do Reino Unido.

Em 1971, o Comitê Não Faça Ondas mudou o nome para Fundação Greenpeace. Seu primeiro chefe foi Ben Metcalfe, veterano integrante do aparato de inteligência britânico. Outro importante membro fundador do Greenpeace foi Robert Hunter, correspondente ambiental do jornal The Sun de Vancouver. Numa entrevista ao escritor ambiental Fred Pearce, Hunter falou, abertamente, sobre a tática de propaganda da organização: «Não é que tenhamos mentido. Isto nunca é feito na propaganda moderna. Mas pintávamos um quadro muito exagerado sobre os múltiplos perigos que seriam deflagrados… tsunamis, terremotos, nuvens radiativas, dizimação da pesca, bebês deformados. Nunca dissemos que isto aconteceria, mas que poderia acontecer».

Segundo ele, «em lugar de mísseis, nós dispara­mos imagens: bombas mentais transportadas pela mídia mundial».

Em 1972, juntou-se à organização o canadense David McTaggart, que logo assumiria a sua liderança. Embora a “história oficial” do Greenpeace o aponte como um ex-empreendedor imobiliário, outras fon­tes afirmam que ele tem um obscuro passado nos serviços de inteligência. Sua ascensão na hierarquia do grupo foi grandemente facilitada pela morte de Irving Stowe, em 1974, pois este se opunha à crescente tendência para o terrorismo aberto que o grupo ia tomando.

A partir de 1977, com o apoio financeiro explícito do WWF, o Greenpeace iniciou a sua expansão internacional, com a instalação de um escritório em Londres e a aquisição do primeiro navio de sua frota, o Rainbow Warrior.

Outra ONG ligada ao establishment anglo-americano que ajudou a escalada do Greenpeace foi a Friends of the Earth, que lhe forne­ceu não apenas dinheiro, como também pessoal para dirigir os primeiros escritórios europeus. Em outra oportunidade, a Royal Dutch Shell doou, secretamente, cerca de 2 milhões de dólares ao grupo, que, supostamente, foram para um fundo de lobby contra a caça à baleia.

A partir de 1978, sob a coordenação do diretor-executivo do WWF, sir Peter Scott e do Príncipe Philip, o WWF e o Greenpeace estabeleceram uma “força-tarefa” para dominar a IWC – Comissão Internacional de Caça à Baleia e acabar totalmente com a indústria baleeira. As reuniões do grupo eram feitas no escritório do WWF em Londres.

Graças ao reforço de vários países da Comunidade Britânica de Nações, sem qualquer tradição baleeira, além de outras pequenas nações “convencidas” por generosas doações financeiras, em 1982, o número de membros da IWC havia subido de 17 para 37. Simultaneamente, o Greenpeace desfechava uma campanha de propaganda e paramilitar contra os baleeiros em todos os oceanos. A ampliada frota do Greenpeace se envolveu numa série de “ações diretas”, amplamente propagandeadas, contra baleeiros da Islândia, Rússia, Japão e outros países. Ao mesmo tempo, o grupo se ramificou para investir contra caçadores de focas na Noruega e na Terra Nova.

Na medida em que aumentava a violência das “ações diretas” do grupo, o Greenpeace começou a gerar várias “subsidiártas” radicais e criar a aparência de estar distante de suas ações.

Em 1977, Paul Watson, mem­bro do grupo original de Vancouver e ex-membro da Frente de Libertação de Vancouver, abandonou a organização para criar a Sea Shepherd Conservation Society. A Sea Shepherd também recebia fundos das redes da Casa de Windsor, por intermédio do WWF dos EUA e da Sociedade Real para a Prevenção de Crueldade contra os Animais britânica. Watson, pintado pela mídia como um “romântico” defensor dos animais marinhos, já dirigiu centenas de abalroamentos de navios e outras ações de sabotagem contra a indústria baleeira de vários países.

No início de 2000, ele esteve no Brasil para inaugurar um escritório da Sea Shepherd em Porto Alegre (RS). Com os auspícios do governador Olívio Dutra, a ONG passou a “assessorar” as autoridades estaduais e federais na repres­são à pesca clandestina no litoral do Estado.

Em 1985, outro ramo prototerrorista surgiu da campanha do Greenpeace contra a indústria de peles, o Lynx (Lince), acusado de desfechar uma série de ataques à bomba contra lojas de departamentos londrinas que comerciavam peles.

Outra organização ecoterrorista com a qual o Greenpeace tem vínculos notórios é o Earth First! (Terra Primeiro!), fundado nos EUA em 1979 por dissidentes do Sierra Club e da Wilderness Society. Célebre por suas ações de sabotagem de equipamentos de indústrias acusadas de “devastação ambienta!”, principalmente a madeireira, o Earth First! já atuou em várias ações conjuntas com o Greenpeace.

De uma lista de «devastadores do meio ambiente» publicada pelo grupo, o ecoterrorista Unabomber escolheu algumas das vítimas dos seus ataques à bomba. No final da década de 80, McTaggart se afastou ostensivamente de sua posição como presidente do Greenpeace (na realidade, ele con­tinua a dirigir a organização dos bastidores, ainda supostamente man­tendo uma fieira de contas em bancos suíços, para manejar as ações mais “sensíveis” do grupo).

Na ocasião, lorde Peter Melchett se tornou o diretor do escritório londrino da organização. Melchett é herdeiro da fortuna da ICI – Imperial Chemical Industries, outra das corporações estelares do Clube das Ilhas.

Atualmente, o Greenpeace tem escritórios em 30 países e dispõe de um orçamento anual da ordem de 100 milhões de dólares. Em 1991, o grupo abriu escritórios no Rio de Janeiro e em São Paulo (posteriormete, o do Rio foi fechado, tendo sido aberto um em Manaus).

Inicialmente, um dos seus principais alvos foi o programa nuclear brasileiro. No início de 1993, o Greenpeace passou a encabeçar a chamada Rede Brasileira Antinuclear, aliança que tinha entre seus integrantes as seções paulistas do PT – Partido dos Trabalhadores e da OAB – Ordem dos Advogados do Brasil. Nos dois anos seguintes, a aliança desfechou uma virulenta campanha contra a utilização da energia nuclear no país, que incluiu ações cinematográficas como a “caravana antinuclear”, que entregou um abaixo­assinado contra o programa nuclear ao presidente Itamar Franco, e a invasão do canteiro de obras da usina Angra-2, em novembro de 1994.

A campanha antinuclear do Greenpeace ensejou uma imediata res­posta do setor nuclear brasileiro. Encabeçado pela Associação Brasileira de Energia Nuclear (ABEN), o setor desfechou um bem sucedido esforço de contrapropaganda e esclarecimento público sobre a energia nuclear e o papel das ONGs, o qual acabou se firmando como um exemplo internacional de como se lidar com o radicalismo ambientalista e con­seguiu minimizar, consideravelmente, o clamor antinuclear no país (que, diga-se de passagem, nunca foi muito pronunciado).

O fracasso do Greenpeace ficaria definitivamente selado com o prosseguimento do programa nuclear nacional e, particularmente, com a inauguração da usina Angra-2, em abril de 2000.

Em 1999, o Greenpeace anunciou uma grande campanha na Amazônia, com o objetivo de denunciar a exploração predatória de madeira. Com um orçamento superior a 5 milhões de dólares, a campanha incluiu uma viagem de três meses do navio Amazon Guardian pela região, entre março e maio de 2000.

Outro alvo do grupo é o uso das sementes geneticamente modificadas (chamadas transgênicos) em cultivos agrícolas. Nesta cruzada irracional e anticientífica – como todas as suas campanhas – o Greenpeace estabeleceu mais uma aliança com o PT, na figura do governador gaúcho Olívio Dutra, que tem apoiado as atividades da organização no Estado.

A Máfia Verde – O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial


O livro a ler é: «A Máfia Verde – O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial» (Capax Dei Editora).

Para saber mais sobre o tema, visitar os sites da MSIa/Capax Dei:

http://www.alerta.inf.br/ e http://www.msia.org.br/

Imagem: catedral.weblog.com.pt

Comentários

5 Comentários em “Greenpeace”
  1. Rogério Ferreira disse:

    A última moda é a ecologia do asfalto.

  2. husc disse:

    Senhores:
    Estou sabendo. Ver neste site o post “A aliança Greenpeace-Philips contra as lâmpadas incandescentes”, na categoria “ONGs”.
    Obrigado pelo contato.
    Husc

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